Saúde


Municípios recebem orientação sobre reserva de vacinas da gripe para grupos de risco

Até o momento, Estado apresenta cobertura média dos grupos prioritários de 43%. Meta é de 90%
07/07/2021 Portal Adesso - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

     Representantes das secretarias estadual e municipais de Saúde definiram, nesta quarta-feira (07), que a estratégia de continuidade da vacinação da gripe (influenza) deverá manter uma reserva para atingir, ao menos, a meta de vacinar 90% dos grupos com maior risco da doença: crianças (maiores de 6 meses e menores de 6 anos), idosos, gestantes e puérperas. As doses excedentes poderão ser ofertadas para a população em geral. A definição ocorreu durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

     Até este momento, o Rio Grande do Sul (RS) apresenta cobertura média dos grupos prioritários de 43%, enquanto a meta é 90%. A atua campanha foi realizada em etapas, com a primeira iniciada em 12 de abril e a terceira (e última) programada para até esta sexta-feira (09).

     A proposta apresentada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) é que os municípios façam uma reserva técnica para garantir a meta nos grupos das crianças, idosos, gestante e puérperas. Esses públicos, somados, representam 3 milhões de pessoas no RS, das quais apenas 1,8 milhão já foi vacinada (cerca de 59%). Para que esses grupos chegassem nos 90% de cobertura, faltariam cerca de 900 mil pessoas no Estado.

     Outra ponderação é que seja mantido um estoque para a vacinação das crianças que estejam tomando a vacina da gripe pela primeira vez. Nesses casos, são aplicadas duas doses, com intervalo de 30 dias.

Grupo prioritário / Doses aplicadas / (Proporção de cobertura)

     Crianças: 515.677 (61%)

     Gestantes: 58.660 (58%)

     Puérperas: 10.228 (62%)

     Idosos: 1.252.213 (58%)

     A secretária adjunta da SES, Ana Costa, disse que o foco deve ser mantido nos grupos prioritários, mesmo que abrindo a vacinação para o público em geral. “São as crianças, idosos, gestantes e puérperas que correm mais risco de desenvolver casos graves, por isso todos municípios devem se programar para atender o máximo dessa população”, comentou.

     Na reunião da CIB, foi repassado aos gestores municipais que o Ministério da Saúde já informou que não haverá a disponibilização de doses além das previstas para os grupos prioritários. Ou seja, a sequência da vacinação deverá será feita e planejada com aquelas doses remanescentes que não foram utilizadas pelos grupos de risco.

     Ao todo, o público-alvo no RS é estimado em 5 milhões de pessoas. Dessas, cerca de 2,5 milhões já foram vacinadas e tiveram a dose registrada no sistema. O Rio Grande do Sul recebeu cerca de 3,8 milhões de doses. As demais 1,2 milhão tem previsão de entrega na próxima semana.


MAIS NOTÍCIAS