Coronavírus


Vigilância identifica 20 casos da variante Ômicron no Estado

Em todos os casos verificados as pessoas apresentaram sintomas leves
22/12/2021 Portal Adesso - Foto: Reprodução/Pixabay

     O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) já identificou 20 casos de covid-19 associados à variante Ômicron. Desses, um foi confirmado por sequencimento genômico completo e os demais são chamados de sugestivos, quando a identificação é parcial. A nova linhagem do coronavírus é apontada como a responsável pelo súbito aumento de casos em países da Europa e na África do Sul. Por isso, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) mantém a necessidade de reforço das recomendações de prevenção: vacinação, uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento interpessoal.

     Em todos os casos verificados até agora as pessoas apresentaram sintomas leves e não precisaram de hospitalização. Eles aconteceram em residentes ou visitantes de Porto Alegre (15 casos), Canoas (quatro casos) e Santa Cruz do Sul. Em pelo menos três casos a pessoa não tinha histórico de viagem ao exterior nem contato recente com quem tenha vindo de outro país. Caso algum desses sem viagem ou contato com quem viajou venha a ser confirmado pelo sequenciamento genômico completo, fica caracterizada transmissão comunitária, quando se considera que o vírus já circula dentro do Estado.

     Dos 20 casos identificados, um foi confirmado por esse método de sequenciamento completo, que faz a leitura de todo o material genético do vírus e, assim, identifica com maior precisão a variante correspondente. Pelos critérios do Ministério da Saúde, somente com a detecção por esse tipo de análise é possível confirmar um caso.

     Porém, outras técnicas laboratoriais e clínicas também podem indicar que a infecção é sugestiva ou provável de uma linhagem específica. No RS, 11 casos tiveram esse diagnóstico por meio de um exame de RT-PCR de inferência. Esse exame é capaz de reconhecer partes específicas do vírus do SARS-CoV-2 que são diferentes de uma variante para a outra. Dentro do possível, todas as amostras com essa detecção passam posteriormente pelo exame do sequenciamento completo, embora esse segundo teste possa ser prejudicado pela qualidade do restante de amostra e nem sempre é possível uma nova coleta do paciente, visto que a carga viral já pode ter diminuído na pessoa.

     Esses são exames que permitem uma maior rapidez até o resultado indicativo, embora menos específicos, já que o sequenciamento completo é mais demorado. Isso permite que as ações desencadeadas pelas vigilâncias do Estado e dos municípios ajam de forma mais oportuna na identificação dessas cadeias de transmissão, isolamento das pessoas e rastreio de contatos.

     Outros oito casos foram classificados como sugestivos por serem pessoas com sintomas gripais e que tiveram contato com algum outro caso já identificado. São situações em que é realizada a coleta de amostras dessas pessoas, embora haja a possibilidade de os exames laboratoriais não detectarem a presença do vírus caso a carga viral esteja muito baixa.

Redução no prazo para dose de reforço

     Uma das medidas para aumentar a proteção à Ômicron foi a redução no intervalo para a dose de reforço da vacina contra a covid-19 de cinco para quatro meses. A nova dose poderá ser aplicada em qualquer pessoa maior de 18 anos que tenha recebido as duas doses, respeitando o prazo mínimo dos quatro meses após a segunda aplicação. Além disso, a Secretaria da Saúde reforça a importância de se completar o ciclo vacinal, visto que muitas pessoas tomaram apenas a primeira dose e ainda não retornaram aos postos de vacinação.


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