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Operação que investiga fraudes em concursos faz busca e apreensão na prefeitura de Bento

15/09/2015 Agência de Notícia MP

    Seis pessoas foram presas preventivamente e uma teve decretada prisão em flagrante por porte ilegal de arma durante a Operação Cobertura, deflagrada nesta terça-feira (15), pelo Ministério Público. Durante o cumprimento dos 19 mandados de busca e apreensão (em Porto Alegre, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Estância Velha, Bento Gonçalves e Jacuizinho), foram recolhidos celulares, computadores e documentos relativos a licitações em residências, nas Prefeituras de Bento Gonçalves e Jacuizinho e nas sedes das seis empresas investigadas. 

     A Operação Cobertura apura fraudes em licitações para a realização de pelo menos 40 concursos públicos. Há indícios consistentes de irregularidades nas contratações para a aplicação das provas de concursos nas Câmaras de Vereadores de Nova Hartz e Restinga Seca, bem como nas Prefeituras de Formigueiro, Itapuca, Passa Sete, Bom Retiro do Sul, Bento Gonçalves e Jacuizinho. 

 

BENTO GONÇALVES 

     Em Bento Gonçalves, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na Prefeitura da cidade. O cumprimento e as investigações tiveram apoio do Promotor de Justiça Alécio Nogueira. Lá, a partir do momento em que houve a suspeita de fraude, o Prefeito suspendeu os efeitos do edital e não nomeou nenhum aprovado. 

 

PRISÕES 

     As prisões preventivas foram dos empresários Maicon Cristiano de Mello, Ernesto Hattge Filho, Carlos Gilberto Souza dos Santos, Rodrigo Melo Ferreira, Everton da Cunha Marinho e Fernando da Silva Teixeira. As detenções são referentes a crimes licitatórios nas Comarcas de Sapiranga, Estrela e Restinga Seca. José Santos Fragoso, sogro de Maicon de Mello, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. 

     O investigado Maicon Cristiano de Mello já havia sido denunciado em decorrência da Operação Gabarito, deflagrada pelo MP em 2007, também por fraude em licitação de concursos públicos. Por sua vez, Everton Marinho é ex-funcionário da Fundação Conesul de Desenvolvimento, extinta após a Operação Conesul, deflagrada em 2011 por apropriação indébita de valores decorrentes de contratos para a realização de concursos públicos. Ele foi aprovado em um concurso para Oficial de Justiça do TJRS promovido pela própria Conesul, mas foi exonerado assim que a irregularidade foi noticiada ao Tribunal. Depois, abriu a Pontua Prestação de Serviços em Concursos Ltda., que entrou em falência. Agora, abriu a P.Mais Recursos Humanos Ltda. em nome da irmã, cuja assinatura foi encontrada nesta terça-feira em diversas folhas em branco. Uma folha foi encontrada com várias assinaturas dela, o que dá indícios de que Everton estava “treinando” a caligrafia para falsificações. 

     As empresas suspeitas são: Instituto de Desenvolvimento em Recursos Humanos Ltda. (IDRH), Energia Essencial Concursos Ltda., Pontua Prestação de Serviços em Concursos Ltda., P.Mais Recursos Humanos Ltda., Tallentos Soluções Integradas, SS1 Serviços e Assessoria em TI, Ernesto Hattge Filho Ltda. 

     A expectativa do Promotor de Justiça Mauro Rockenbach é que a denúncia seja apresentada à Justiça em dez dias. 

 

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