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Preço da erva mate não para de aumentar

12/08/2013 Jornal Metro / BAND RS

     Dificilmente o gaúcho deixará de comprar, mas ele já reparou que a cada ida ao supermercado o preço da erva-mate arredonda para cima. E pela tendência do mercado, o chimarrão vai ficar ainda mais amargo. Pelas contas da Associação Gaúcha de Supermercados, o quilo já subiu 40% ao longo do ano, superando em seis vezes a inflação (6,3% na capital), e a estimativa do Sindimate (Sindicato da Indústria do Mate do RS) é que suba mais 30% até o final, o que faria o preço praticamente dobrar – se ele já não tivesse dobrado.

     Dados da Emater revelam que, de setembro de 2012 até agora, o incremento no preço chega a 150%. O quilo que custava R$ 6 no começo do ano, passou para R$ 8,50, depois para R$ 9,30 e hoje chega a custar R$ 12. “Mas isso era certo que ia acontecer. É uma pedra cantada há bastante tempo”, observa o engenheiro agrônomo da Emater Ilvandro de Melo. Segundo ele, a exemplo do que ocorre agora, na década de 80, com a falta de matéria-prima, o preço subiu, chegando a 6 dólares o quilo, o maior em toda a história da erva. “Quando ele subiu todos começaram a plantar, o que levou a um grande plantio na década de 90 e nos anos 2000 se registrou superprodução”, detalha.

     Sobrou erva no mercado. O preço baixou tanto que as produções foram abandonadas, o manejo deixou de existir porque o custo era alto e o preço baixo, não valia mais a pena. “Tinha excesso no mercado, então o preço estava baixo. Agora está voltando ao normal. A erva-mate vai começar a entrar na seleção de produtos do consumidor. Ele vai escolher, mas aquele que está habituado vai se adaptar”, aposta Melo.

 

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