Polícia


Assalto a sitio de empresário em Carlos Barbosa foi planejado na cadeia

16/11/2015 Portal Adesso

     Bandidos que estão na Penitenciária de “Alta Segurança” de Charqueadas (PASC) tinham a intenção de sequestrar grande empresário. O assalto em um sítio localizado em Linha Vitória no mês de junho, onde seis homens invadiram a propriedade e mantiveram a família do caseiro de refém por várias horas começa a ser esclarecido.

     Uma operação que está sendo feita pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (16) em oito cidades do Estado incluindo Garibaldi, Farroupilha, Vacaria Santa Maria e Canoas, vem desvendando algumas ocorrências registradas na região. Um homem foi preso em Garibaldi.

     Denominada Operação Palco, a operação visa diminuir o poder dos dois principais criminosos do estado: José Carlos dos Santos, o Seco, líder de quadrilha que assalta carros-fortes, e Juraci Oliveira da Silva, o Jura, chefe do tráfico de drogas em Porto Alegre. Os dois comandavam, de dentro da penitenciária, uma série de assaltos, roubos e comandavam o tráfico de drogas na região de Porto Alegre e de Santa Maria.

     Escutas telefônicas feitas pela polícia mostrar que de dentro da PASC – “Seco”, utilizando códigos planeja atacar o sítio de grande empresário em Carlos Barbosa e  sequestrá-lo. A fala sobre levar os filhos para a creche, num sábado, nada mais era, conforme a polícia, do que a explicação sobre a quantidade de comparsas que estava sendo enviada à região para apoiar a ação. — Ainda bem que a creche funciona sábado, tenho que levar muitos filhos, né — diz a Seco um homem identificado pela polícia como Paulo Henrique Rodrigues da Silva, o Paulinho Guri.

     No mesmo diálogo, a dupla fala sobre o empresário alvo do ataque manter no sítio "cadernos". É uma referência a armas, já que no local havia um stand de tiro. A ideia do ataque não teria sido de Seco. Acomodado em sua cela na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), ele recebeu a proposta por telefone, de um antigo comparsa que, segundo a polícia, é Adelar Correa, conhecido como Lai ou Jaca.

     — Tem uma casa para pintar. Precisaria umas duas pessoas para ajudar a pintar — informa a Seco um interlocutor identificado como Adelar.

     Seco diz que vai pensar se tem interesse de participar da ação. Em outra conversa, já mais informado sobre a oportunidade, Seco diz a Paulinho que o negócio "é nervoso" e que vão "encher a guaiaca", em referência ao potencial do que pode ser encontrado em valores na casa. O ataque foi executado, mas o empresário não apareceu no local. Os criminosos ficaram em torno de 10 horas no sítio, mantendo caseiros e um filho deles como reféns.

 

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