Aumentam os casos de ameaça e extorsão através de celular em Garibaldi
Seguem ocorrendo de forma elevada as tentativas de golpes através de mensagens e telefonemas ameaçadores a comerciantes e empresários de Garibaldi e Carlos Barbosa. Nesta semana, diversas pessoas receberam mensagens de criminosos se passando por integrantes de facções e solicitando que fosse feito deposito de um valor X em suas contas.
A maioria deles, solicita que seja feito o pagamento urgente, caso contrário, o proprietário do estabelecimento terá represálias como a queima de sua empresa ou o sequestro e morte de um familiar.
Quem recebe esta grave ameaça fica psicologicamente abalado e muitas vezes acaba por medo fazendo o depósito para os ameaçadores, pois quando eles fazem contato, o criminoso está de posse de dados, endereço e até foto das vítimas, muitas vezes, retiradas das redes sociais. Eles também utilizam telefones que são divulgados pelos proprietários como tele entrega, lavagem de automóvel, venda de gás e distribuição de água como forma de consumar o crime contra estes trabalhadores.
De acordo com o delegado da Policial Civil Ederson Bilhan, este crime de extorsão está cada vez mais comum não só em Garibaldi mas em diversos outros municípios gaúchos. “É uma pratica que infelizmente está espalhada”, disse. Ele ainda afirmou que o objetivo dos criminosos é fazer com que a vítima se deixe levar pela emoção e fique desestabilizada, pois pessoas abaladas ficam mais vulneráveis a cair no golpe.
A sugestão do delegado é de que quem for ameaçado bloqueie o contato e em nenhum momento dê conversa e muito menos atenda as ligações. “As fotos ou informações que os criminosos dizem ter em seu poder, são retiradas da internet ou rede social e eles utilizam para amedrontar as vítimas. Por isso, o melhor caminho é bloquear o contato e fazer boletim de ocorrência na DP”, ressaltou
Segundo delegado Ederson, estes crimes estão sendo combatidos pela polícia, mas é um delito difícil de investigar, pois os criminosos utilizam telefones celulares em nome de outra pessoa. “Minha orientação é de que as pessoas primeiro não atenda nem respondam as mensagens, ignore e depois é que em hipótese alguma se faça qualquer deposito em dinheiro para os ameaçadores”, concluiu.