Economia


Sartori vai parcelar salários pelo terceiro mês consecutivo

28/04/2016 Voltaire Porto - Rádio Guaíba

     Primeira faixa, de R$ 1,5 mil, vai ser paga nesta sexta. Piratini também condiciona 13º de 2015 à venda da folha de pagamento do Banrisul

     Pelo terceiro mês consecutivo, o governo estadual vai parcelar os salários dos servidores do Executivo, em até nove vezes. A primeira faixa referente à folha de abril fica em R$ 1,5 mil, a serem pagos nesta sexta-feira (29). A soma quita os salários de apenas 30% do funcionalismo. A Fazenda minimiza o cenário de parcelamento e esclarece que a extensão de nove parcelas não é definitiva. A expectativa é de que o Estado possa quitar 100% dos vencimentos até 13 de maio, conforme a arrecadação da receita.

     O problema é que o encurtamento do calendário de pagamento do IPVA, que terminou ontem, não foi suficiente para saldar a integralidade da folha. 

13º Salário

     A Secretaria da Fazenda também sinaliza condicionar o pagamento do 13º salário de 2015 dos servidores à venda da folha de pagamento do Banrisul. A proposta foi aprovada pelos deputados no fim do ano passado, na Assembleia. Um grupo de trabalho formado por técnicos da Fazenda, da PGE, da Auditoria e Controladoria do Estado é responsável pela definição dos valores para a comercialização.

     Mesmo sem a conclusão da análise, o governo gaúcho projeta, pelo menos, R$ 1,2 bilhão para um acordo de cinco anos e de R$ 2,5 bilhões para 10 anos. A estimativa é baseada em cifras de mercado. Estima-se, ainda, que a proposta gere uma arrecadação de R$ 949 milhões por ano aos cofres públicos. O Executivo gaúcho contabiliza 348 mil vínculos, mas a iniciativa se estende aos demais poderes e órgãos.

Funcionalismo mobilizado

      Sindicatos de servidores do Executivo se dizem mobilizados e garantem estar preparando ações para ingressar na Justiça na tentativa de bloquear, nas contas do estado, valores para quitar o 13º salário de 2015. O presidente da Amapergs, sindicato que representa os agentes da Susepe, confirmou preocupação. Flávio Berneira alertou que o receio é de que o Banrisul cobre o empréstimo. “Na realidade, nós não recebemos o 13º salário, o governo nos induziu a recorrer a um empréstimo para cobrir o dinheiro que ele não tinha para nos pagar. A condição para muitos terem aceito essa proposta foi a garantia do governo de pagar as parcelas. Só que o nosso empréstimo foi nominal e se o governador não saldar a dívida, com primeira parcela cobrada em junho, nós ficaremos inadimplentes”, projetou.

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