Saúde


Hospital São Pedro em alerta para falta de repasses do Estado

09/10/2017 Portal Adesso - Foto: Marlon Lima

     Entidade filantrópica teme que governo gaúcho deixe de repassar recursos para saúde a partir de 2018

     Após a nota divulgada pela Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, na última terça-feira (3), onde o órgão afirma não ter condições financeiras de cumprir os pagamentos para os hospitais e prefeituras municipais, a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, se manifestou sobre o caso, também por nota.

     Em entrevista ao PORTAL ADESSO, o diretor do Hospital Beneficente São Pedro de Garibaldi, Rangel da Costa Carissimi, conversou sobre os problemas que trarão não só á instituição hospitalar, mas também ao público em geral. Uma vez que sem recursos, os setores que sofrerão cortes em um primeiro momento é a urgência e emergência.

     Segundo Carissimi, há um desequilíbrio de recursos destinados ao Hospital São Pedro. O diretor explica que por lei, os custos de saúde deveriam ser repartidos em 50% do governo federal, 25% estadual e os outros 25% do governo municipal.Contudo, não é isso que está acontecendo.

     “A federação está em dia com seus repasses, bem como o município, que repassa mais de 40% para a entidade. O Estado, no entanto, está nos repassando apenas 7% dos recursos, muito aquém do que deveria pagar”, aponta Carissimi.

     Para o diretor da entidade hospitalar, os recursos deste ano estão garantidos, visto que a portaria da Secretaria da Saúde do estado garante os repasses. Entretanto, para o ano de 2018, ainda é uma incógnita o que pode acontecer.

     “A nossa preocupação é que em janeiro o governo estadual não renove as portarias e deixe de repassar os valores a todas as entidades hospitalares filantrópicas”, afirma o diretor.

     Impacto da falta de recursos

     Caso não sejam renovadas as portarias, o Hospital São Pedro ficará sem receber uma quantia importante de recursos para ajudar no atendimento da população. Conforme o diretor Rangel Carissimi, os setores mais afetados serão a urgência e emergência. “Os recursos são alocados nessas áreas, contudo, vai afetar a sustentabilidade da instituição”, observa Carissimi.

     Municípios sobrecarregados

     Apesar de enviar o auxílio, a federação e estado estão muito abaixo do preconizado em lei, com isso os municípios ficam com a carga maior de investimento na saúde. Atualmente, o Poder Público municipal investe 20% na área, sendo que a lei estipula um teto de 15%. Ao passo que a União está mandando apenas 3% de recursos, ante um teto de 10%. Por sua vez, o estado do Rio Grande do Sul tem destinado apenas 9% dos seus recursos para a saúde, sendo que o teto é de 12%.

 

 

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