Política


Discussão política vira caso de Polícia na Câmara de Garibaldi

Vereadores Rosani Fin Flores (PP) e Moisés Nekel (MDB) registram Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Cívil
02/04/2019 Portal Adesso - Foto: Arquivo Portal Adesso

     Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, o ambiente político em Garibaldi já está “fervendo”. Na tribuna durante as sessões da Câmara, vereadores revezam-se na troca de acusações. Na semana passada, Neckel comentou a postura do PP e falou de uma administração do partido. Rosani defendeu o ex-prefeito Vandernir Miotti, hoje PTB e questionou o prefeito Cettolin. 

     Na sessão deste segunda-feira (02), a vereadora Rosani Fin Flores (PP), subiu na tribuna e questionou a nomeação de secretários municipais pelo prefeito Antônio Cettolin (MDB). “Como este prefeito nomeia pessoas com um salário de R$ 6.832, sendo que são investigadas pela Polícia Federal. Que seja revisto isso, que esta pessoa seja afastada”, disse Rosani. 

     Logo depois, o vereador Moisés Neckel (MDB) foi à tribuna e contou que foi chamado na Delegacia de Polícia Cívil para dar explicações, pois a vereadora Rosani havia registrado Boletim de Ocorrência – B.O. contra Nekel por acusação caluniosa. 

     “Quando presidente desta casa recebi uma denúncia de que a vereadora Rosani havia utilizado bem público indevidamente. Ela utilizou o carro da Câmara para levar sua filha até o aeroporto em Porto Alegre. Encaminhei para a ouvidoria e depois para a comissão de ética e para a minha surpresa, fui chamado na delegacia pois a vereadora disse que eu havia feito acusação caluniosa”, disse Nekel. 

     Ele disse ainda que entregou ao delegado áudio e vídeo onde na sessão do dia 10 de dezembro de 2018, a vereadora confessa o fato. Além disso, Nekel afirmou que também registrou B.O contra a vereadora por acusação caluniosa. “Ela vai responder processo na esfera judicial”, esbravejou na tribuna. 

     O vereador também solicitou que a comissão de ética volte a investigar o fato com a vereadora e que ela seja afastada da comissão de ética na qual faz parte pois será investigada. 

     Finalizando, Moisés Nekel também falou que o Partido Progressista não tem caráter para cobrar alguns fatos ocorridos no passado. 


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