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Representantes da UNICK também podem ser processados

Pessoas que captavam clientes para a pirâmide financeira também poderão responder criminalmente
22/10/2019 Portal Adesso - Foto: Polícia Federal/divulgação
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     A Justiça Federal prorrogou por mais cinco dias, as  10 prisões temporárias de suspeitos de integrar a direção da Unick, de São Leopoldo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (21), com o objetivo de obter mais tempo para os depoimentos dos investigados por suspeita de fraude financeira envolvendo mercado de moedas virtuais.

     Estão sendo analisados documentos e mídias, além de informações de emails e celulares apreendidos durante os mais de 70 mandados judiciais cumpridos no último dia 17, no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal e em mais três Estados. A polícia ainda aguarda relatório do Banco Central sobre bloqueio de contas bancárias. A empresa é suspeita de fraude em esquema de pirâmide financeira no mercado de moedas virtuais, prometendo lucros de 100% sobre o valor investido em até seis meses.

    Somente no Brasil, a Unick tem 740 mil cadastros de investidores. Conforme a Polícia Federal, o grupo já teria movimentado R$ 9 bilhões e tinha cerca de um milhão de clientes operando em até 14 países.

     Muitas pessoas que foram lesadas estão registrando boletim de ocorrência nas Delegacias da Polícia Cívil. Em Garibaldi, Carlos Barbosa e Bento Gonçalves, os depósitos efetuados na empresa somam milhões e milhares de "investidores" perderam tudo o que depositaram, pois nenhum deles conseguem sacar o valor depositado. 

     Conforme advogados, além da direção da empresa, vários captadores de clientes também poderão ser responsabilizados e processados por calunia e estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal. Muitas pessoas que andavam com veículos emblemados, camisas identificando a empresa, marcando palestras, reunindo pessoas para oferecer a pirâmide podem ser obrigadas pela justiça a indenizar os  clientes vítimas da fraude. Para entrar com ação contra o representante da empresa, basta procurar qualquer advogado. 

     

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