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Pandemia leva dia dos pais para o ambiente virtual

Perante todas as dificuldades impostas, a tecnologia se tornou grande aliada para aproximar pais e filhos nesta pandemia
07/08/2020 Portal Adesso - Foto: Redes Sociais
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     Devido ao distanciamento social imposto pela pandemia do coronavírus, muitas pessoas estão sem poder ver seus entes queridos, por medo de transmitir a doença. Com isso, muitas datas comemorativas foram afetadas. Os encontros familiares já não são mais possíveis, pois causam aglomerações, que neste momento deve ser evitado. Aniversários, dia dos namorados e dia das mães foram algumas datas festivas em que as pessoas tiveram que ficar distantes. Agora, o dia dos pais também será afetado e muitos pais e filhos passarão o próximo domingo separados.

     Entretanto a tecnologia pode ser aliada neste momento, aproximando pais e filhos que estão a tempos sem se ver. As chamadas de vídeo se tornaram uma ferramenta fundamental neste momento de distanciamento, pois proporcionam a aproximação, de certa forma, de parentes distantes com pessoas queridas.

     Para Djones Frigo, coordenador de vendas de uma empresa do Rio de Janeiro, a tecnologia ajuda muito, pois morando em outro estado, a distância é ainda maior. “Vamos nos ver por chamada de vídeo, como fizemos no dia das mães. Não dá para abraçar, mas pelo menos vamos conseguir nos ver”, afirma. Mesmo com a tecnologia, Djones comenta que é bem complicado não poder estar perto de seu pai nesta data tão especial. “É o segundo ano longe, é bem complicado, nos falamos por vídeo, mas não é a mesma coisa que presencialmente”.

     “A gente se fala bastante por mensagem, mas a saudade é grande, jogávamos bola juntos e pescávamos também, eram coisas que gostava muito de fazer com ele”, destacou. Para o pai Volmes Frigo, assistente de loja e residente em Farroupilha, a distância só traz mais saudades. “A gente se fala por vídeo, mas na verdade dá mais saudades ainda, não é como estar perto. Eu vejo que a vontade dele (Djones) era ficar perto, mas é a vida, ele está bem lá e apoio ele, mas no fundo queria ele por perto”, enfatiza o pai.

     Outro caso parecido, é de Juliane Volpatto, professora e moradora de Garibaldi, que por seu pai, Antônio Volpatto, ter mais de 60 anos, a família preferiu neste momento respeitar o distanciamento, para ninguém ter problemas com o vírus. “No atual estágio de pandemia, mesmo com a Bandeira Laranja, vejo esse distanciamento como uma forma de protegê-lo contra o contágio de COVID-19, devido a que não sabemos se portamos ou não esse vírus. Mesmo tendo uma atitude responsável, a saudade e a vontade de abraçá-lo com um presente em mãos é imensurável”, afirmou.

     Juliane afirma que ela e seu irmão, Juliano Volpatto, residente nos Estados Unidos, vão conversar e parabenizar o pai por chamada de vídeo em grupo. “Meu irmão e eu vamos utilizar o Duo, um aplicativo de chamada em grupo, que tem nos aproximado antes e durante o isolamento social”. “Nossa família é muito unida e divertida. Acredito que ele nunca tenha imaginado que seríamos distanciados por causa de uma pandemia”.

     Para Antônio, pai de Juliane, não ter a presença física da filha neste momento é como não ter um dia dos pais completo. “É mais uma barreira que a vida nos impôs, mas temos que superar. Ainda que temos a tecnologia para podermos nos ver”, concluiu.


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